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Após quarta alta consecutiva na Selic, banco Santander é o primeiro a repercutir o aumento nas taxas de juros do financiamento – e a outras instituições já o acompanham

Iniciando o ano de 2021 fixada em 2% desde agosto de 2020, a taxa Selic passou por quatro aumentos consecutivos: o primeiro em março, de 0,75%, outros dois, em maio e junho, também de 0,75% cada um, acumulando um total de 4,25% ao ano. O mais recente, confirmado no dia 04 de agosto, superou a expectativa e elevou em mais 1% a taxa Selic, que agora está em 5,25%, o maior percentual acumulado desde março de 2020.  

Além disso, de acordo com o Relatório Focus mais recente emitido pelo Banco Central (BC), as expectativas do mercado são de que a taxa Selic alcance o patamar de 7% até o final do ano.

Na balança da economia, uma coisa é certa: quando um lado sobe, é preciso pesar o outro também, para equilibrar. Do outro lado da taxa Selic, estão os bancos concedentes de crédito imobiliário, sendo os principais: Banco do Brasil, Santander, Itaú, Bradesco e Caixa. Na corrida pelo equilíbrio econômico, foi o Santander quem saiu na frente, ajustando sua taxa de juros do financiamento imobiliário de 6,99% para 7,99% ao ano. Mas não demorou muito para que outros bancos o acompanhassem. No dia 21 de julho, foi o Bradesco quem tornou público o aumento nas taxas de juros de financiamento pelo banco, partindo de 6,5% para 7,5%.

Segundo especialistas de mercado, a tendência é que esse movimento de adequação das taxas de financiamento à nova realidade de aumento na Selic se estenda também a outros bancos.

A taxa Selic é a base do cálculo da poupança que é o principal financiador do crédito imobiliário.  Esse aumento da poupança passa a pressionar o custo dos bancos. Por isso, é inevitável que tenhamos novos aumentos nas taxas de crédito imobiliário. Mesmo não sabendo exatamente quando e de quanto será esse acréscimo, já podemos nos preparar para esse novo cenário!”  – Paulo Prado, diretor da área de financiamento imobiliário da imobles

Recorde de financiamento demonstra que o mercado segue aquecido mesmo com alta nas taxas

Para quem pensa que a série de aumentos na taxa de juros básica (Selic) tem assustado compradores de imóveis, está enganado! Pelo contrário: de acordo com os dados disponibilizados pela Acebip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), até maio de 2021, mais de 330 mil unidades habitacionais foram financiadas no Brasil. Essa é uma alta de 160,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, no qual foram financiadas cerca de 127 mil unidades.

Número de imóveis financiados em 2020 e 2021 - Taxa Selic e financiamento imobiliário

Em reais, o montante financiado em 2021 chega a 77 bilhões de reais, sendo março o mês com maior número de unidades financiadas desde 1994: cerca de 82 mil unidades, uma alta de 219,4% em relação a março de 2020.

Valores em bilhões de reais financiados em 2020 e 2021 - Taxa Selic e financiamento imobiliário

A escalada nos números do financiamento fez com que a Acebip atualizasse sua projeção de crescimento no ano de 2021 de 27% para 34%. A explicação para esse recorde na busca por financiamento imobiliário está ancorada em uma série de fatores socioeconômicos, entre eles: a pandemia de Covid-19, as circunstâncias econômicas e o déficit habitacional brasileiro.

Isso porque, mesmo com o gradual aumento nas taxas de crédito, indicadores como a Selic e as taxas de juros do financiamento seguem com patamares abaixo do esperado, se comparados ao mesmo período de anos anteriores. A taxa Selic, propriamente, acumulada por 8 meses na casa dos 2%, foi o menor patamar já alcançado pelo índice desde 1997. 

Já o fator pandemia, aliado ao histórico déficit habitacional brasileiro, fez com que olhássemos com outros olhos para nossas moradias, dando mais valor ao conforto e bem-estar dentro de casa.

Taxas baixas e necessidade de conforto: a combinação perfeita para um boom no mercado imobiliário.

O momento de aprovar seu financiamento imobiliário é agora!

Se você está em busca do novo imóvel e se assustou ao ler o título desse artigo, pode ficar tranquilo! Mesmo com o aumento gradual das taxas de juros de mercado, tudo indica que esse ainda é um bom momento para adquirir seu novo imóvel. O mercado segue aquecido, com diversas opções de lançamentos. E, como mencionamos anteriormente, mesmo com o aumento nos indicadores, as taxas de crédito seguem atraentes. Mas nosso especialista destaca: o momento de aprovar seu financiamento imobiliário é agora.

“Considerando o cenário eminente de aumento nas taxas de financiamento imobiliário pelos bancos, a nossa recomendação é: se você está em fase de escolha ou negociação de compra, imediatamente solicite a aprovação de crédito junto ao banco. Isso porque, uma vez aprovado o crédito, a taxa que você vai pagar durante todo o financiamento segue o índice em vigor no dia da aprovação do financiamento. Assim, você tem até 90 dias para usar o crédito depois de aprovado. Então, a aprovação do crédito é a melhor forma de garantir a taxa atual, antes do aumento que está por vir.” – Paulo Prado, especialista em financiamento imobiliário da imobles

Entenda o movimento do setor imobiliário brasileiro

Valorização, expansão, excesso de ofertas e recessão. A roda da economia não para de girar no setor imobiliário. Para entender como funciona cada um desses ciclos e saber como aproveitar as boas oportunidades do mercado, confira nosso conteúdo completo sobre o ciclo de valorização imobiliária.