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Elevação confirma as expectativas de mercado. As consequências já são sentidas pelos consumidores

Na tarde desta quarta-feira, 22, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou um novo aumento na taxa básica de juros brasileira, a taxa Selic. Confirmando as expectativas do mercado, o aumento foi de 1%. O percentual acumulado é de 6,25%, o maior desde julho de 2019.

O aumento é uma tentativa de conter a alta da inflação, (IPCA), que chegou a 0,87% em agosto, o maior índice para o mês desde agosto desde 2000. Em 12 meses, os preços subiram 9,68%, beirando a casa dos dois dígitos. Os efeitos de mais um aumento na taxa Selic já são sentidos em diferentes setores da economia, o imobiliário não fica de fora.

O maior impacto está nas taxas de juros do financiamento imobiliário, que já na semana passada sofreram elevações. O Santander foi o primeiro dos bancos privados a aumentar sua taxa de juros, no dia 13 de setembro, passando de 7,99 para 8,99% ao ano. Em seguida, foi a vez do Bradesco, cujas taxas passaram de 7,30 para 8,50%, o maior aumento percentual entre os bancos privados. O Itaú também seguiu a tendência, elevando em 1% sua taxa de juros, de 7,30% para 8,30% ao ano. 

Até o momento, apenas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal ainda não elevaram suas taxas de juros para o financiamento imobiliário.

#Naprática: o que você precisa saber sobre o aumento da taxa Selic

  • O aumento de 1% confirma previsões do mercado. A taxa acumulada no ano é de 6,25%, a maior desde 2019.
  • O principal impacto dessa nova elevação para o mercado imobiliário é a consequente alta nas taxas de juros de financiamento imobiliário.
  • Os bancos Santander, Bradesco e Itaú já haviam elevado suas taxas de juros na semana passada, seguindo a previsão de uma nova alta da Selic. Apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil ainda não repassaram esse aumento para o comprador.
  • As taxas de juros do financiamento imobiliário hoje são:
    • Bradesco: 8,50% até 8,90% + TR
    • Itaú: 8,30% até 8,80% + TR
    • Banco do Brasil: 8,40% + TR
    • Caixa Econômica Federal: 7,25% até 7,6% + TR
    • Santander: 8,99% + TR
  • Para se ter uma ideia do impacto desses aumentos, se a taxa de juros anual sobe 1%, a parcela do financiamento imobiliário sobe por volta de 8%, em média, dependendo do prazo do financiamento e do score de crédito. 

Dica imobles: Diante dessa instabilidade, o melhor cenário possível para quem quer comprar um imóvel nos próximos meses é garantir a aprovação do seu financiamento imobiliário o quanto antes. Isso porque, com a carta de crédito aprovada, as taxas de juros são “congeladas” e você não fica sujeito aos aumentos repentinos nas taxas.

Assim, você comprador sai ganhando duas vezes: além de ter de 3 a 6 meses para analisar opções e escolher seu novo imóvel, com uma carta de crédito em mãos novas portas se abrem para a negociação do seu imóvel de interesse.