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A compra de imóvel, para a maioria das pessoas, é um dos passos mais importantes durante a vida, seja para investir ou para moradia própria. Essa tarefa pode ser complicada quando não há orientação e pesquisa, pois envolve diversas etapas que merecem atenção do comprador. Para realizar o negócio é muito importante saber o que fazer na hora da escolha e da transação, mas também é fundamental entender o que NÃO fazer nesse momento.

Neste artigo, você aprenderá quais são os principais erros cometidos pelos compradores, de acordo com a jornada cronológica de compra, para não errar em nenhum momento da compra de imóvel. Vamos lá?!

Não pesquisar sobre o bairro e a vizinhança do imóvel

Na hora de iniciar as buscas pelo seu novo endereço, é imprescindível atentar-se à localização do imóvel e à vizinhança, e não somente à residência. É importante ter sempre em mente durante o processo qual será a finalidade do imóvel: morar ou investir.

Isso porque, se a sua opção for residir, deve-se levar em consideração as características principais do bairro, como a proximidade do centro da cidade, a presença de mercados, escolas, creches, hospitais, comércios no geral, se é um um local mais tranquilo ou um movimentado e, claro, se todos esses requisitos fazem sentido de você a curto e também a longo prazo. Para isso, leve em consideração seus planos de vida num período mais curto, mas não deixe de avaliar o seu planejamento futuro.

Caso sua escolha seja a compra de imóvel para investir, é fundamental ter em mente alguns fatores como o de valorização do imóvel e, também, a renda de aluguel. A valorização do imóvel se refere ao aumento do valor da habitação que ocorre durante os anos, que pode ser mais lento, caso o bairro esteja mais estabilizado e com poucas novidades, ou mais rápido, quando se trata de uma vizinhança com maiores investimentos e crescimento.

Uma outra dica para escolher o melhor bairro para sua necessidade é conferir o local de perto. Muitas vezes, apenas a descrição pode não passar a imagem mais real do ambiente e é por isso que é recomendável visitar a vizinhança para saber sobre a movimentação no local e segurança do local, ou fatores ambientais como arborização e se é nascente ou poente.

Não levar em consideração todos os custos envolvidos na compra de imóvel

Quem tem interesse na compra de imóvel, precisa se informar sobre quanto custa comprar um imóvel com todos os custos de aquisição. Esses valores vão além do preço que você vê nos anúncios. Um dos encargos adicionais é o ITBI: Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis.

Essa taxa é de arrecadação municipal e pode variar de acordo com a cidade. Porém, a maioria dos municípios estipula entre 2% e 5% do valor total do bem imobiliário, o que representa uma despesa considerável.

Além do ITBI, existem também os custos comuns que devem ser considerados, como o contrato de compra e venda (CVV). É importante realizar a averbação junto do Registro de Imóvel e a Escritura. Esses serviços possuem custos fixos em cada estado. 

Para além das documentações, há, também, a preocupação sobre o meio de pagamento escolhido. Isso porque, se a opção desejada for o financiamento imobiliário, há de se levar em conta as taxas e a quantidade de parcelas que se encaixam melhor para você. Os juros variam de acordo com a instituição financeira em questão e também com o valor financiado, que, normalmente, representa 80% do valor total do imóvel. Uma outra dica é se preparar para o valor necessário para dar entrada na negociação, que faz toda a diferença na hora de negociar as taxas e o período de pagamento estipulado pelas parcelas.

Realizar visitas superficiais nas habitações

Quando a lista de imóveis de interesse já está pronta, é hora de visitá-los. Assim como citado na dica de número 1, é importante ver com atenção também a vizinhança do imóvel e sempre ter em mente quais são suas prioridades pessoais.

Caso em suas opções esteja um imóvel usado, o estado de conservação deve ser bastante examinado. Para realizar a avaliação é importante voltar a atenção a alguns detalhes como trincas e rachaduras, presença de mofos, funcionamento de chuveiros e  torneiras, além de testar a rede elétrica. Uma dica extra é avaliar a posição solar do imóvel, ou seja, em qual horário o espaço recebe luz solar de forma direta. Isso influencia no conforto térmico dos ambientes. 

Para os imóveis novos as dicas acima também são válidas, mas, devido ao pouco uso, é mais interessante se atentar ao padrão de qualidade da construtora. Há também para os imóveis novos a garantia residencial para defeitos não aparentes, que varia entre 3 meses e 5 anos. Além disso, também pode ser interessante conversar com vizinhos, caso haja, para avaliar a acústica, funcionamento dos serviços condominiais dentre outros.

Não conferir os documentos do proprietário e do imóvel escolhido

Ninguém quer uma surpresa desagrádavel no meio do processo de negociação final, certo? 

Para isso, é fundamental realizar uma pesquisa documental sobre o imóvel e, também, sobre o proprietário. Isso porque o imóvel em questão tem chances de estar envolvido em processos de alienação, por exemplo, ou, o proprietário pode ter pendências com a justiça e, consequentemente, com a residência, fazendo com que no futuro você possa passar por problemas judiciais e até mesmo perder o imóvel.

A nossa dica é que você confira, antes de dar início ao processo, a documentação necessária para a compra de imóvel:

  • Certidão do Cartório de Protesto; 
  • Certidão Cível e Criminal;
  • Certidão Trabalhista;
  • Certidão Negativa Justiça Federal; 
  • Certidão de Regularidade Fiscal.

Realizar a compra de imóvel por pressão do corretor

A gente sabe o quanto o mercado imobiliário tradicional pode usar da persuasão na hora das transações, tanto de aluguel quanto de compra. Além disso, existem outros tipos de pressão que podem influenciar na hora de investir em uma residência, como a imposição de outros em ter um imóvel próprio. 

Para que você não cometa o erro de ceder a pressão, tenha em mente quais são suas prioridades de vida a curto e longo prazo: se pretende sair da cidade ou do país, se está mudando de emprego, se vai aumentar a família, dentre outros. Dependendo dos seus planos, a opção mais viável pode ser o aluguel de um imóvel.

Para entender melhor se vale a pena comprar ou alugar, leia esse conteúdo preparado para você: Comprar ou alugar um imóvel: o que é melhor?

Já para quem quer investir, o perigo está na pressa de realizar o investimento para aproveitar o aquecimento do mercado. Antes de adquirir qualquer imóvel para investir, é necessário pesquisar de forma mais aprofundada sobre a área, sobre o mercado em si, como, também, sobre o imóvel desejado. Essa avaliação pode demorar um pouco, mas garante maior segurança no investimento e no retorno. 

Iniciar o financiamento somente na hora de assinar o contrato de compra

Um dos principais erros cometidos na hora de assinar o contrato é não se planejar e deixar tudo para última hora. Caso sua opção de pagamento seja o financiamento imobiliário, inicie a busca pela instituição e suas respectivas condições de pagamentos, prazos e taxas, o quanto antes. Isso porque, em média, o processo de avaliação demora até 40 dias.

A instituição financeira reserva o direito de negar a carta de crédito ao futuro comprador e isso, na prática, significa que o processo de pesquisa e avaliação se reinicia do zero, o que, no mercado imobiliário, pode significar a perda da preferência de compra da habitação.

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